Biofílica: há 12 anos transformando a conservação de florestas num negócio sustentável

No mês de junho a Biofílica completou 12 anos!
Em comemoração, leia mais sobre a origem e o propósito por trás do nosso negócio.

 

Em 2008, nossos sócios-fundadores já enxergavam a dimensão do problema causado pelo descaso coletivo com o meio ambiente, mas também a oportunidade de se investir na conservação de florestas. Assim criamos a Biofílica Investimentos Ambientais que tem como principal objetivo a comercialização dos serviços ambientais das florestas. Um negócio inovador, lucrativo e com altíssimo impacto positivo no social e  no ambiental.

 

A inspiração do nome vem do belíssimo e cada vez mais atual livro Biophilia, de Edward O. Wilson, e quer dizer algo como “harmonia com o mundo natural” e “sentimento de conexão com a natureza”.

 

 

Leia agora uma amostra do livro Biophilia (em inglês), que deu origem ao nome da Biofílica.

Nesses 12 anos de trajetória, ficamos felizes em ver uma mudança de pensamentos e um mundo cada vez mais focado em buscar soluções sustentáveis de desenvolvimento, ao mesmo tempo que nossas atividades trazem resultados que nos deixam muito orgulhosos. Temos hoje em nosso banco de ofertas 4.7 milhões de hectares disponíveis para Compensação de Reserva Legal e nossos projetos REDD+ somam quase 1,5 milhões  de hectares de florestas conservadas e bem geridas. 

Esse progresso só é possível graças a todos os nossos clientes que fazem sua parte e se preocupam em investir em créditos de carbono que financiam a conservação de florestas como forma de neutralizar suas emissões de CO2.

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Não queremos parar por aqui! Por isso, continuamos a expandir nossas atividades para atender essa crescente demanda e seguirmos juntos no combate ao desmatamento e na conservação das florestas tropicais.

 

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Mata Atlântica:
a beleza e a riqueza do litoral brasileiro

No dia de uma das florestas mais ricas em biodiversidade do mundo, promover a conservação de sua área de cobertura nativa remanescente é o melhor presente que podemos oferecer.

Responsável pela beleza do litoral brasileiro, a Mata Atlântica é ao mesmo tempo uma das florestas mais ricas em biodiversidade do mundo e uma das mais ameaçadas. Com uma composição que chama atenção por englobar variadas formações florestais nativas e ecossistema associados, hoje restam apenas 12,4% da cobertura original, que abriga cerca de 20 mil espécies de flora e mais de 2 mil espécies de fauna. Entre elas, 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, como o mico-leão-dourado, símbolo desse bioma, e a onça-pintada.

 

 

Abrangendo 17 estados brasileiros, sua importância vai além, com um papel essencial, por exemplo, para o abastecimento de água, regulação do clima, agricultura elétrica e turismo das regiões adjacentes.

Devido a sua localização e riqueza, desde a colonização a floresta sofre com a exploração e o desmatamento. Na tentativa de proteger o que restou de mata nativa, no ano de 1937, em uma área de Mata Atlântica entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, foi criado o primeiro parque nacional brasileiro. 55 anos depois, em 1992, o bioma foi reconhecido pela UNESCO como Reserva da Biosfera, instrumento que protege e apoia o uso sustentável de áreas de floresta tropical.

Comemorado hoje, 27 de maio, o Dia da Mata Atlântica é dedicado a ressaltar importância e promover a conservação do bioma. A data foi escolhida por em 1560, ser o dia que o Padre Anchieta assinou a Carta de São Vicente, onde pela primeira vez descreveu a biodiversidade de nossas florestas tropicais.

 

Sua propriedade rural está localizada nesse bioma e tem déficit de Reserva Legal?
Saiba agora como regularizar e contribuir para a conservação da Mata Atlântica sem perder áreas produtivas!

 

Fontes:
MMA  /  SOS Mata Atlântica  /  WWF

Afinal, o que é REDD+?

Um guia para entender o que é REDD+ e como esse investimento agrega valor ao seu negócio enquanto contribui para a conservação das florestas.

O aumento do desmatamento e da degradação das florestas nas últimas décadas é motivo de preocupação, considerando que essas atividades representam uma parcela significativa das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil e no mundo.

Diante da necessidade de reduzir essas emissões e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, foi criado, a partir de um esforço internacional de pesquisadores e com apoio das Nações Unidas, o mecanismo REDD+.

O que é REDD+


A importância das florestas

O desmatamento, a degradação florestal e as mudanças no uso do solo, incluindo atividades como a agropecuária, contribuem com aproximadamente 23% das emissões antropogênicas acumuladas de Gases de Efeito Estufa (GEE) no mundo desde 19611.

No Brasil, essas atividades representaram cerca de 69% das emissões nacionais em 20182.

Nesse contexto, a conservação das florestas contribui não apenas para a redução das emissões de gases de efeito estufa, mas também para a proteção de bacias hidrográficas, a estabilidade do regime de chuvas e a manutenção da biodiversidade.

Além disso, as florestas geram benefícios sociais e econômicos para comunidades que dependem de seus recursos, criando oportunidades para geração de emprego e renda por meio do uso sustentável da biodiversidade.

Dados sobre REDD+

Fontes:


E o que é REDD+?

REDD+ é um mecanismo que tem como objetivo evitar as emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento e à degradação das florestas, permitindo a remuneração de iniciativas que mantêm as florestas em pé.

Ao evitar que áreas florestais sob ameaça sejam convertidas para outros usos da terra, é possível gerar créditos de carbono que, quando comercializados, tornam a conservação florestal economicamente mais atrativa.

Esse mecanismo fecha seu ciclo quando os recursos provenientes dos créditos de carbono são direcionados para a manutenção da floresta, ações de conservação e o desenvolvimento sustentável dos territórios.

Definição REDD+

Funcionamento do mecanismo REDD+


Na prática, como isso funciona?

Inicialmente, são realizados estudos para avaliar a viabilidade de implantação de um projeto REDD+ em determinada área.

Nesse processo são analisados fatores como:

  • Área de floresta conservada;
  • Risco de desmatamento considerando o contexto regional;
  • Principais vetores de pressão sobre a floresta;
  • Estratégias necessárias para conservação da área.

A partir dessa análise, são definidas estratégias fundamentadas em:

  • Incentivos financeiros para reduzir o desmatamento, especialmente em áreas sob pressão de conversão do uso do solo;
  • Redução da degradação florestal em áreas que perderam parte de sua qualidade ecológica;
  • Promoção do desenvolvimento sustentável, gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Após o monitoramento e a avaliação da efetividade das estratégias implementadas, são calculadas as emissões de CO₂ evitadas e, posteriormente, são gerados os créditos de carbono.

Créditos de carbono REDD+


Os projetos REDD+ são confiáveis?

Projetos REDD+ seguem metodologias e diretrizes desenvolvidas por organizações independentes de certificação, responsáveis por estabelecer critérios para implementação, monitoramento e verificação das iniciativas.

Esses padrões garantem maior rigor técnico, transparência e acompanhamento dos benefícios ambientais e sociais associados aos projetos, incluindo o envolvimento de comunidades locais e demais partes interessadas.

Uma das principais referências do mercado voluntário de carbono é a Verra, organização internacional responsável por padrões reconhecidos globalmente, como o Verified Carbon Standard (VCS) e o Climate, Community & Biodiversity Standards (CCB).

A Verra é reconhecida por sua atuação no desenvolvimento de metodologias e certificação de projetos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), além da geração de benefícios sociais, ambientais e econômicos.

Antes de investir em um projeto REDD+, é fundamental verificar se a iniciativa possui certificação independente e segue padrões reconhecidos internacionalmente.


Projeto REDD+ Rio Preto-Jacundá ganha espaço no site da Verra


REDD+ está dando resultado?

Sim. Projetos REDD+ têm demonstrado resultados positivos na redução do desmatamento e na conservação de áreas florestais.

Nas áreas onde atuavam os projetos REDD+ da Biofílica, a taxa de desmatamento foi reduzida em 75% entre 2015 e 2018, enquanto a taxa de desmatamento na Amazônia brasileira cresceu 7% no mesmo período.

Até o final de 2019, os projetos contribuíram para a conservação de aproximadamente 1,2 milhão de hectares de florestas, áreas que abrigavam pelo menos 340 espécies de flora, 1.200 espécies de animais e impactavam cerca de 1.500 pessoas.

Esses resultados demonstram como projetos REDD+ podem combinar impacto climático, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável dos territórios.


A importância da gestão e conservação de florestas refletida em nosso crescimento


Quem pode investir em projetos REDD+?

Atualmente, empresas, instituições e organizações que buscam compensar suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e contribuir para a conservação das florestas podem investir em projetos REDD+ por meio da aquisição de créditos de carbono.

Além do mercado voluntário, iniciativas de conservação florestal também podem receber investimentos de governos e programas internacionais voltados à proteção ambiental e ao enfrentamento das mudanças climáticas.


Por que líderes com visão de futuro estão investindo em projetos REDD+?

Em um cenário empresarial cada vez mais competitivo, organizações de diferentes setores enfrentam o desafio de se diferenciar no mercado e, ao mesmo tempo, assumir responsabilidade pelos impactos ambientais associados às suas atividades.


Investir em projetos REDD+ por meio da aquisição de créditos de carbono é uma estratégia que conecta descarbonização, conservação ambiental e geração de valor para empresas.

Entre os principais benefícios estão:

  • Reconhecimento e gestão dos impactos ambientais associados às operações;
  • Engajamento de colaboradores, clientes e demais stakeholders;
  • Fortalecimento dos indicadores ambientais, sociais e de governança (ESG);
  • Diferenciação competitiva no mercado;
  • Fortalecimento da reputação e da imagem da marca;
  • Atração de investidores e parceiros estratégicos.


Comece agora a fazer a diferença para o planeta e para sua empresa.

Descubra como projetos REDD+ podem apoiar sua estratégia de descarbonização e contribuir para a conservação das florestas.


Quero investir em projetos REDD+


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

Caatinga: um bioma exclusivamente brasileiro

Hoje é o Dia da Caatinga, a única floresta 100% brasileira que compõe os belos cenários nordestinos.

Predominante na região nordeste, a Caatinga é o bioma de clima semiárido com a maior biodiversidade do mundo e o único encontrado exclusivamente em território nacional. Sua flora e fauna chamam atenção por abrigarem cerca de 5.300 espécies de plantas, sendo 1.547 exclusivas dessa região, e mais de 1.000 espécies de animais, entre eles a ararinha-azul, ave com maior risco de extinção do Brasil.

Ainda que sua área corresponda a 11% do território nacional e 70% da região nordeste, 45% da paisagem da floresta já foi devastada pela ação do homem e cerca de 15% sofre risco de desertificação pelo alto grau de degradação.

 

 

Como forma de preservar o bioma, aproximadamente 9% de sua área está protegida em Unidades de Conservação, sendo essa uma das formas
de Compensação de Reserva Legal na Caatinga.

O dia desta importante floresta, celebrado no dia 28 de abril, foi criado para conscientizar a todos sobre a importância da conservação e do
uso sustentável de suas riquezas.

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Manejo Florestal Sustentável do Projeto REDD+ Jari Amapá e a manutenção da biodiversidade de fauna

Monitoramento da biodiversidade realizado no projeto aponta que os resultados encontrados para fauna nas áreas de manejo sustentável de florestas são semelhantes aos das florestas primárias

 

Desenhadas para gerar impactos positivos ao clima, comunidade e biodiversidade, as atividades dos projetos REDD+ são constantemente monitoradas, de forma a serem aprimoradas e a evitar que tenham o efeito inverso. Em 2019, foi a vez de avaliar os resultados do monitoramento da biodiversidade na zona do projeto REDD+ Jari Amapá.

O manejo sustentável de florestas é uma atividade produtiva que envolve a exploração racional da floresta, com o intuito de gerar benefícios econômicos e sociais com o mínimo de impacto ambiental, de forma que a floresta possa se recuperar após a exploração e continuar provendo serviços ecossistêmicos. Diante disso, um dos principais resultados obtidos no estudo refere-se à conservação da fauna, essencial para a manutenção e funcionalidade da floresta. Os dados mostraram que as florestas manejadas, devido às boas práticas utilizadas, mantiveram uma diversidade de aves semelhante à da floresta primária, com diferenças apenas na abundância de algumas espécies.

Também foram obtidos bons resultados para mamíferos de grande e médio porte, por mais que a riqueza de espécies tenha sido maior nas áreas de floresta primária. Pelos registros, o manejo florestal não afetou a composição e a abundância relativa da maioria das espécies, apontando, inclusive, que a comunidade de fauna está bem estabelecida, uma vez que foram observadas espécies carnívoras topo de cadeia alimentar, como a onça pintada e jaguatirica. Ademais, foram encontradas potenciais espécies dispersoras de sementes, essenciais nos processos ecológicos e de recuperação da floresta.

A existência das florestas primárias associadas às áreas de manejo florestal mostrou-se um ótimo arranjo para manutenção da biodiversidade de fauna, principalmente para as espécies pouco tolerantes à presença humana ou à perturbação da floresta. Da mesma forma, as semelhanças encontradas entre as florestas nativas e manejadas indicam que os protocolos de manejo têm sido eficientes e cumprem com o principal papel de contribuir com o desenvolvimento sustentável da região e preservar a biodiversidade local.

Colabore para que os projetos REDD+ da Ambipar Environment continuem protegendo a biodiversidade da Amazônia.

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Rede elétrica chega a 59 famílias de Nova Conquista, no Vale do Jari

O sonho de 59 famílias que vivem na comunidade de Nova Conquista, no município de Vitória do Jari, acaba de se tornar realidade.
Após a otimização da estrutura da rede elétrica de fornecimento de energia, com a disponibilização de 3.500 mil metros de fios, postes de cimento e transformadores, com essas ações a rede elétrica pública chegou a suas casas.

 

Projeto REDD+ Jari - Rede elétrica chega a 59 famílias de Nova Conquista

 

A grande conquista foi o resultado das ações do Projeto REDD+ Vale do Jari, uma parceria da Ambipar Environment e Fundação Jari, para atender às necessidades e promover o bem-estar dos moradores da região. A partir dos recursos provenientes dos investimentos socioambientais em créditos de carbono, foi possível viabilizar a logística de mobilização comunitária, instalação de rede de eletrificação e assistência técnica à comunidade.

Em uma área constantemente ameaçada pela atividade humana, o trabalho do projeto fomenta a importância da conservação florestal. Na prática, o retorno para a população local de recursos que são resultado de manter florestas em pé fortalece a ideia de que é possível desenvolver a economia do local de forma sustentável.

O impacto positivo de um investimento em créditos de carbono originados de Projetos REDD+ reflete muito além da conservação das florestas, reflete diretamente também na qualidade de vida das comunidades onde atuam. Saiba como a sua empresa pode fazer a diferença.

 

Inclusão digital:
projeto ensina informática à comunidade da RESEX

Projeto da ASMOREX, em parceria com a Biofílica e o Centro de Estudos Rioterra, busca ampliar a capacitação profissional dos moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá.

Curso de informática na RESEX Rio Preto-Jacundá

Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (RESEX), onde a Biofílica desenvolve um dos seus projetos REDD+ em parceria com o Centro de Estudos Rioterra e a Associação dos Moradores da RESEX (ASMOREX), passaram a contar com aulas gratuitas de informática realizadas no telecentro do complexo comunitário.

O curso foi criado para atender pessoas a partir de 8 anos de idade que já saibam ler e escrever. A iniciativa surgiu da percepção da associação sobre a importância de oferecer qualificação profissional aos moradores, ampliando as oportunidades para atuação em funções administrativas, tanto na cidade quanto na própria comunidade.


“Nós precisamos de pessoas qualificadas. Há anos as pessoas da gestão da ASMOREX têm sido as mesmas por falta de qualificação. Muitos não sabem mexer no computador ou usar o teclado para fazer um documento.”

Denise Vieira Borges, coordenadora do curso e das atividades.

Curso de informática promovido pela ASMOREX

Com aulas semanais de quatro horas, os participantes têm acesso a vídeos interativos e conteúdos que vão desde os fundamentos da informática até softwares mais avançados voltados ao desenvolvimento web e criação digital, organizados em módulos básico e avançado.

“O curso vai acrescentar muito no currículo dessas pessoas. Independentemente se for aqui ou na cidade, o básico é ter um curso de informática.”

“Agora eles não precisam se deslocar para a cidade ou pagar para fazer o curso. Fazem aqui mesmo, recebem o certificado e podem exercer suas funções de acordo com os conhecimentos adquiridos.”

Denise Vieira Borges.


Complexo comunitário amplia oportunidades

Inaugurado em abril de 2019, o Complexo Comunitário da ASMOREX reúne oito residências, escritório comunitário com sala de informática, refeitório, auditório e um barracão destinado ao armazenamento de máquinas e equipamentos utilizados pelos extrativistas da Reserva.

A nova estrutura ampliou significativamente o acesso da comunidade à internet e à energia elétrica, criando melhores condições para atividades educacionais, administrativas e de geração de renda. O telecentro tornou-se um espaço estratégico para promover inclusão digital e fortalecer a autonomia dos moradores.



Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá e veja como investimentos em educação e infraestrutura fortalecem as comunidades tradicionais e contribuem para a conservação da Amazônia.


Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Projetos REDD+ no Brasil

Diretrizes garantem maior segurança para os compradores de créditos florestais

Diretrizes para projetos REDD+ e créditos de carbono florestal

Recentes decisões do governo brasileiro oferecem mais garantias às empresas que optam por neutralizar emissões por meio de projetos de carbono privados de conservação florestal na Amazônia.

Entre as medidas, em 28 de novembro de 2019 foi publicado o Decreto nº 10.144, que instituiu novas diretrizes para a Comissão Nacional para Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal, Conservação dos Estoques de Carbono Florestal, Manejo Sustentável de Florestas e Aumento de Estoques de Carbono Florestal (CONAREDD+), responsável por coordenar, acompanhar e monitorar a implementação da Estratégia Nacional para REDD+.

O novo decreto é de grande importância para os projetos de conservação, em especial os privados, uma vez que a Comissão propõe a criação de uma Secretaria-Executiva responsável por manter um registro de emissões reduzidas e das respectivas captações de recursos, com o objetivo de evitar a dupla contabilidade.

Isso significa que os créditos de carbono gerados em projetos privados REDD+ e comercializados no mercado voluntário para outros agentes privados não deverão ser contabilizados para as metas de redução de emissões do Brasil no âmbito do Acordo de Paris — um risco que algumas empresas questionavam no momento de decidir qual projeto apoiar.

O mercado de carbono está em pleno crescimento desde 2018, impulsionado pela demanda de novas empresas e pelo aumento da ambição de compradores que buscam soluções capazes de compensar emissões de carbono e contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas.


Projetos REDD+ e conservação da Amazônia

Assim, esse avanço legal reforça a confiança no mercado de carbono, já que projetos REDD+ reconhecidos pelos impactos positivos ambientais, sociais e econômicos passam a contar também com maior respaldo institucional.

Dessa forma, empresas interessadas em neutralizar suas emissões de carbono encontram mais segurança para investir em iniciativas que contribuem para a conservação da Amazônia brasileira e para a geração de benefícios climáticos de longo prazo.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

A importância da gestão e conservação de florestas refletida em nosso crescimento

Começamos 2020 com as energias renovadas pelos resultados e conquistas que o último ano nos trouxe.

Diante de um momento crítico no cenário ambiental mundial, marcado por desastres, aumento do desmatamento e ações que comprometem o futuro da saúde, segurança alimentar e crescimento econômico da humanidade, vimos uma mobilização inédita de pessoas, especialmente dos mais jovens, e empresas que, diante desse cenário, se dedicam a mudar seus hábitos e investir em alternativas a fim de reduzir o impacto de suas ações na natureza.

Essa movimentação, além de necessária, é urgente. Especialistas alertam e as estatísticas deixam claro que estamos correndo contra o tempo no combate da recente nomeada “emergência climática”.

Como a Biofílica contribui para reverter esse cenário?

A resposta para o problema é também o que nos move há 11 anos: conservar florestas. Por meio das atividades de nossos projetos REDD+1, o desmatamento das áreas onde atuamos foi reduzido em 75% nos últimos quatro anos (2015 a 2018), indo no sentido contrário da taxa de desmatamento na Amazônia, que cresceu 7% nesse mesmo período. No total, são 1,2 milhões de hectares conservados, que abrigam 340 espécies de flora, 1.200 espécies de animais e onde vivem cerca de 1.500 pessoas que são impactadas pelos projetos.

Ao passo que as regulamentações de mercados de carbono estão em pleno desenvolvimento, a procura voluntária de empresas dos mais diversos segmentos por essas soluções é cada vez maior, o que nos fez aumentar nossas receitas em 169% com relação a 2018 enquanto o volume entregue foi 20% maior frente ao ano anterior, o que evidencia a valorização e maiores preços para os créditos de carbono florestais.

O último ano foi também de reconhecimento. A Biofílica validou e verificou pelos padrões VCS e CCBS o Projeto REDD+ Jari Pará, a maior área privada do mundo sob-gestão para geração de créditos de carbono – aproximadamente 700 mil hectares – levando ao mercado uma oferta de cerca de 1 milhão de toneladas de créditos. Além disso, fomos pela terceira vez vencedores do prêmio de melhor desenvolvedora de projetos florestais pela Environmental Finance, principal veículo de comunicação sobre mercados de ativos ambientais em todo o mundo.

 

 

 

O comportamento brasileiro diante do problema

Em paralelo, a legislação ambiental brasileira, que é referência entre os países comprometidos a combater as mudanças climáticas, avançou na implementação de normas e diretrizes, garantindo maior segurança jurídica ao proprietário rural que quer regularizar o seu imóvel. Entre as novidades estão a regulamentação das Cotas de Reserva Ambiental (CRA), novos prazos para inscrição no CAR2 e adesão ao PRA3 e a publicação do acórdão que validou a constitucionalidade do Novo Código Florestal4. Entendemos que ainda há muito a progredir, mas as novas definições são de extrema importância para proteger o meio ambiente ao mesmo tempo que beneficia o produtor rural. Desde sua publicação em 2012, acompanhamos o aumento gradual no interesse do setor rural na implementação do Código Florestal. Esse ano, o progresso foi notório: nosso banco de ofertas cresceu em 800 mil hectares, totalizando 4.7 milhões de hectares cadastrados, e elevamos nossas vendas em 56% em comparação a 2018.

 

O que mais podemos fazer?

Sem dúvidas, 2019 foi um ano em que crescemos. Mas, constatar que nosso crescimento é fruto da conscientização e do interesse cada vez maior em conservar florestas, nosso maior propósito, é o mais gratificante.

Nossos planos para 2020, ano em que se inicia o Acordo de Paris, já estão a todo vapor. Expandimos nossa equipe, estamos trabalhando para estender parcerias locais, desenvolver novos projetos REDD+ na Amazônia e Projetos de Compensação de Reserva Legal em diversos Biomas do país para atender a crescente demanda.

Quer saber o que a sua empresa pode fazer para neutralizar emissões de carbono ou regularizar sua propriedade? Entre em contato.

 

 

 

 

 

 

Rios aéreos: a importância da Amazônia para distribuição de chuvas

A umidade produzida na Amazônia é fundamental para a distribuição das chuvas nas regiões sul e sudeste do Brasil. Os chamados ‘Rios Voadores’, são oriundos de áreas tropicais do Oceano Atlântico e alimentados pela umidade que se evapora da Floresta  Amazônica, sendo posteriormente e distribuídos para outras as regiões da América do Sul.

O desmatamento pode interferir diretamente neste processo, uma vez que a alteração no regime de chuvas nos últimos anos, já vem sendo, em parte, atribuída ao desmatamento na Amazônia. Quanto menos árvores em pé, menor é a troca de umidade. Uma árvore com uma copa de 20 metros de diâmetro, por exemplo, transpira em média 1.000 litros por dia.

Segundo especialistas, alteração do regime de chuvas devido ao crescimento do desmatamento e da degradação florestal na Amazônia contribui para causar o aumento de eventos extremos em áreas vulneráveis como São Paulo ou Rio de Janeiro, podendo causar desastres naturais no futuro, como deslizamentos de terra e inundações em áreas urbanas e rurais.

Você pode ajudar a conservar a Amazônia neutralizando as emissões de CO2 da sua empresa com nossos projetos REDD+. Entre em contato com nosso time e saiba mais.

Fonte: https://bbc.in/2NAEz93