Ambipar conduz doação de área florestal da AgroSB ao Governo do Amazonas para Compensação de Reserva Legal

A área doada para incentivar o desenvolvimento rural sustentável e a conservação ambiental do estado será recebida a título de Compensação de Reserva Legal.

Foi concluída mais uma doação de área com a finalidade de Compensação de Reserva Legal conduzida e assessorada pela Biofílica Ambipar para a AgroSB. A empresa, que já havia doado ao ICMBio mais de 12 mil hectares de área localizada na Reserva Extrativista Baixo Juruá, no estado do Amazonas com essa finalidade, realizou agora nova doação ao Governo do Estado do Amazonas. 

A área doada representa o ganho de mais de 15.209 hectares para o governo e reforça o compromisso da AgroSB em incentivar e fomentar o desenvolvimento rural sustentável e a conservação ambiental da Floresta Amazônica.  

A doação de áreas para fins de Compensação de Reserva Legal está prevista no artigo 66, inciso III, § 5º, inciso III, do Código Florestal. A doação da área foi realizada ao Estado do Amazonas para o processo de regularização e compensação das áreas via Programa de Regularização Ambiental (PRA).

 

Compra de um imóvel localizado em Unidade de Conservação (UC)

 

A modalidade consiste em: o proprietário com déficit de Reserva Legal adquire uma área em UC que esteja pendente de regularização fundiária e doa ao poder público, sendo a negociação benéfica para todas as partes.

 

Por que a compra em UC é vantajosa?

 

​​● A área fica sob responsabilidade do órgão ambiental;​ 

​​● O comprador não terá que investir em manutenção da Reserva Legal;​ 

​​● Não há o acréscimo de área a ser compensada referente à reserva do imóvel que está sendo adquirido;​ 

​​● O pagamento é único;​ 

​​● A Reserva Legal fica perpetuamente averbada na matrícula do imóvel;​ 

​​● A Unidade de Conservação regulariza sua situação fundiária;​ 

​​● A conservação da área prioritária fica sob a responsabilidade de um agente ambiental competente.

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A força da natureza contra as mudanças climáticas

 

Car@s colegas, parceiros e clientes,

 

Ao encerrarmos mais um ano de trabalho, queremos compartilhar com vocês a nossa alegria e orgulho por tudo o que conquistamos juntos. 2023 representou um verdadeiro freio de arrumação para o mercado voluntário de carbono internacional, no qual houve uma verdadeira “separação do joio do trigo” visando a consolidação de projetos de carbono de alta integridade socioambiental.

Resiliência foi a palavra-chave esse ano, representando, também, uma janela de oportunidade para que possamos entrar mais fortalecidos em 2024 e continuarmos a união de esforços com o objetivo de aprimorar a integridade, qualidade, confiança e escala dos projetos de Soluções Baseadas na Natureza.

 

No Brasil, os Três Poderes se uniram com o objetivo de fortalecer a pauta de combate às mudanças climáticas e o país nunca esteve tão perto de contar com um Mercado Regulado de Carbono:

 

No âmbito do Legislativo, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 2.148/2015, que cria o Mercado Regulado de Carbono no Brasil. O avanço desse projeto é um marco histórico para a descarbonização da economia brasileira e fortalece o mercado voluntário, já que haverá interoperabilidade entre os dois mecanismos. Desenvolvemos uma análise sobre o tema, que pode ser acessada por esse link.

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Também foi sancionada a Lei nº 14.590/2023, que corrige um entrave histórico na legislação nacional de Concessões Florestais, permitindo agora o desenvolvimento de projetos de carbono nessas áreas. A Biofílica Ambipar tem trabalhado ativamente com o Ministério do Meio Ambiente, com o Serviço Florestal Brasileiro, com o ICMBIO e BNDES para auxiliar na regulamentação da lei, preparando modelos de viabilidade e cenários com o objetivo de alavancar substancialmente as concessões florestais no Brasil.

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No âmbito do Executivo, a Biofílica Ambipar passou a contar com uma cadeira na Comissão Nacional para REDD+ (Conaredd+), representando o setor privado. É a primeira vez, desde a criação da Comissão, que existe representatividade do setor privado. A conquista da cadeira significa o reconhecimento da expertise técnica e do engajamento da Biofílica Ambipar na área de Soluções Baseadas na Natureza.

 

Já em nível internacional, as principais entidades e stakeholders do mercado voluntário de carbono (MVC) têm unido esforços em torno do aprimoramento da integridade, confiança e escala, refletindo numa perspectiva muito positiva em relação ao futuro desse mecanismo de financiamento climático.

 

Na COP28, que aconteceu em Dubai, participamos de diversas discussões e pudemos interagir com nossos parceiros internacionais. Vimos um consenso global sobre a importância do mercado de carbono para a descarbonização e a mitigação das mudanças climáticas. Como exemplo, citamos a fala da presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, sobre a importância desses mecanismos e sua ligação com a proteção de Biodiversidade. A propósito, desenvolvemos um boletim com todas as notícias sobre o MVC durante a COP 28, que pode ser acessado por este link.

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Além disso, em um anúncio histórico e com apoio da Presidência da COP28, a Science Based Targets Iniciative – SBTi, a Voluntary Carbon Markets Iniciative – VCMI, o Integrity Council for the Voluntary Market – ICVCM, GHG Protocol e a We Mean Business Coalition – WMB informaram que se reunirão para estabelecer um manual de integridade que forneça metodologias, com bases científicas, para a descarbonização de processos produtivos e a utilização de créditos de carbono voluntários para a compensação de emissões residuais de carbono. Recomendamos que assistam o seguinte vídeo, divulgado pelas entidades, explicando a urgência de financiarmos a conservação e restauração florestal.

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Já do lado da oferta de créditos de carbono, presenciamos as maiores certificadoras mundiais, como Verra, American Carbon Registry (ACR), Architecture for REDD+ Transactions (ART), Climate Action Reserve, Global Carbon Council e Gold Standard, anunciarem que se unirão para trabalhar em conjunto para estabelecer princípios comuns relacionados à quantificação, verificação e permanência de reduções e remoções de emissões de carbono em suas respectivas metodologias. A parceria tem como objetivo facilitar que cada uma dessas certificadoras esteja alinhada aos Core Carbon Principles (CCPs), conjunto de parâmetros desenvolvidos para identificar créditos de carbono voluntários de alta integridade. 

 

Além dos avanços a nível nacional e internacional do mercado voluntário de carbono, destacamos os seguintes marcos do mercado em 2023:

 

A Verra, certificadora de todos os projetos da Biofílica Ambipar, publicou uma metodologia consolidada para projetos de conservação florestal de desmatamento não planejado (REDD+ AUD).  A nova metodologia visa harmonizar as linhas de base dos projetos, criando maior segurança da integridade ambiental desses créditos de carbono.

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Após sete anos, a Ecosystem Marketplace atualizou sua análise de como atuam as empresas que compram créditos de carbono vs. as que não fazem uso dessa estratégia. O estudo, feito com mais de 7.000 empresas, identificou que, na média, as empresas que fazem parte do mercado voluntário investem três vezes mais em atividades de redução de emissões do que outras empresas. Ou seja, o estudo combate o desentendimento de que empresas que compram créditos de carbono não tem estratégias amplas de descarbonização.

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Também foi notável o envolvimento das empresas com o mercado voluntário de carbono em 2023, mesmo em um ano desafiador. De acordo com dados da Verra, o volume de créditos de carbono de projetos de conservação florestal (REDD+) aposentados em 2023 superou em 70% o volume aposentado no mesmo período do ano anterior, chegando a 46 milhões de tCO2e. Já as aposentadorias totais na Verra, considerando todos os tipos de projetos, chegaram ao patamar de 104 milhões de toneladas, mesmo volume observado no período equivalente de 2022.

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Internamente, mantivemos o nosso foco em garantir projetos de conservação e restauração florestal de alta qualidade e integridade. Com uma equipe de mais de 70 pessoas de elevado nível técnico, conduzimos 10 auditorias, desenvolvemos 6 novos projetos, consolidamos inteligência em projetos com foco em manejo sustentável do solo na agricultura e pecuária e em Blue Carbon e implementamos novos selos e certificação de co-benefícios. Além disso, inovamos no modelo de financiamento em áreas de restauração ecológica, por meio do investimento de R$ 300 milhões na restauração florestal da Mata Atlântica no âmbito do Projeto ARR Corredores de Vida, em parceria com a Biofarmacêutica Astrazeneca. Por fim, estamos cada vez mais integrados ao Grupo Ambipar aproveitando toda a sinergia e os milhares de clientes no mundo para levar soluções de descarbonização. Não poderíamos estar numa plataforma mais poderosa para atingir nossa missão.

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Todas as nossas conquistas só foram possíveis devido ao apoio e a confiança de nossos clientes e parceiros, que acreditam na necessidade de aumentar significativamente o financiamento para a conservação florestal e o reflorestamento e restauro de áreas degradadas no Brasil. 

 

Em 2024, continue contando com a Biofílica Ambipar para trabalharmos juntos por um futuro mais sustentável.

 

Em nome de toda a equipe, desejo a você um extraordinário e próspero 2024.
Um abraço, 

 


Plínio Ribeiro
Cofundador e CEO da Biofílica Ambipar

COP28: avanços e desafios no combate às mudanças climáticas

 

Entre consensos e discordâncias, o evento aguardado com grande expectativa deixou um saldo positivo, mas adiou decisões importantes.

A recente Conferência das Partes (COP28) realizada em Dubai, entre 30 de novembro e 12 de dezembro, era aguardada com grande expectativa no cenário internacional. O evento, que reúne os países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, teve como objetivo discutir ações cruciais para atingir as metas do Acordo de Paris, um dos mais abrangentes planos globais para a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e o enfrentamento das mudanças climáticas.

Os debates durante os dias de conferência resultaram em avanços significativos, mas também em pontos em que não foi possível alcançar consenso, adiando decisões importantes para o futuro.

 


Avanços

Inicialmente, destacamos os aspectos positivos.

A preocupação em relação à realização da COP28 em Dubai, um dos principais exportadores de petróleo e gás natural, foi atenuada com o reconhecimento, pela primeira vez na história das COPs, da necessidade de reduzir o uso de combustíveis fósseis. A comunidade científica e ambientalistas celebraram o acordo que prevê triplicar a capacidade de energia renovável global e dobrar a taxa de melhorias na eficiência energética até 2030. Além disso, houve reconhecimento da urgência em aumentar o financiamento para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, embora não tenha sido definido um caminho para que os países cheguem a esse objetivo.

No que diz respeito ao Mercado Voluntário de Carbono, observou-se um esforço conjunto das principais entidades e stakeholders para aprimorar a integridade, confiança e escala desse mecanismo de financiamento climático. Clique aqui para acessar o artigo que desenvolvemos especificamente sobre o tema.

 


 

Entraves

Alguns desafios foram evidenciados durante a COP28.

A expectativa de estabelecer as regras operacionais do artigo 6 do Acordo de Paris não foi completamente atendida. Essa seção do acordo trata de mecanismos de cooperação entre os países para a redução das emissões de GEE e para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas. O não acordo resultou na postergação das definições para a COP29, no Azerbaijão

Outro ponto de preocupação foi o retrocesso em relação à utilização do carvão para a geração de energia elétrica. O texto final foi menos assertivo do que o acordado na COP26 em 2021, mencionando apenas a importância da redução do uso, mas sem estabelecer metas concretas.

 


 

Participação do Brasil

Em relação à participação do Brasil, tínhamos a oportunidade de, após muitos anos como pária ambiental, demonstrarmos nosso comprometimento com o combate às mudanças climáticas. Porém, mesmo com a maior delegação de sua história, ações como a realização de novos leilões de exploração de petróleo e a entrada na OPEP+ foram consideradas inoportunas, comprometendo a imagem do país no combate às mudanças climáticas.

Em síntese, a COP28 foi encerrada com saldo positivo. Apresentou avanços importantes, mas também revelou desafios persistentes. O evento, com sua participação recorde de mais de 90 mil pessoas, demonstrou o comprometimento global na busca por soluções diante da crise climática.

À medida que nos preparamos para a COP30 em Belém do Pará, é crucial refletirmos sobre os obstáculos enfrentados e nos concentrarmos na efetividade das ações futuras, considerando a crescente atenção internacional à preservação da Floresta Amazônica.

 


 

Ambipar e IPÊ anunciam investimento de mais de R$ 350 milhões no 🌱Projeto ARR Corredores de Vida

Iniciativa prevê o plantio de 12 milhões de árvores no Estado de São Paulo, equivalente a 38 Parques do Ibirapuera, e a criação de 400 postos de trabalho

 

São Paulo, 6 de julho de 2023 – A AstraZeneca, biofarmacêutica global, anuncia o investimento de mais de R$ 300 milhões na restauração florestal da Mata Atlântica por meio do Projeto ARR Corredores de Vida. A parceria entre a farmacêutica, Ambipar e o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas prevê o plantio de 12 milhões de árvores, em mais de 6 mil hectares, equivalente a 38 Parques do Ibirapuera ou 6 mil campos de futebol, e a geração de 400 empregos, além de proporcionar um habitat seguro para espécies ameaçadas de extinção.

O projeto visa criar corredores ecológicos por meio da restauração da vegetação nativa da Mata Atlântica e promover a conectividade entre os fragmentos florestais remanescentes localizados na região do Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do Estado de São Paulo. O reflorestamento será focado em áreas privadas, com a possibilidade de realização futura em áreas públicas.

O anúncio oficial da parceria entre AstraZeneca, Ambipar e IPÊ no Projeto ARR Corredores de Vida aconteceu ontem, às 18 horas, no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, na capital paulista. Estiveram presentes o Vice-Governador do Estado de São Paulo, Felício Ramuth, além de executivos da farmacêutica: Leon Wang (vice-presidente da região Internacional da AstraZeneca); Carlos Sánchez (vice-presidente, AstraZeneca América Latina); Olavo Côrrea (diretor-geral, AstraZeneca Brasil) e Jorge Mazzei (diretor-executivo de relações corporativas, diagnóstico e regulatório, AstraZeneca Brasil). Plínio Ribeiro, Conselheiro da Ambipar, e Eduardo Ditt, diretor executivo do IPÊ, também participaram da cerimônia.

A iniciativa local é parte do projeto global AZ Forest, que tem como objetivo plantar mais de 200 milhões de árvores em todo o mundo até o final de 2030 e visa ajudar no combate às mudanças climáticas, melhorando a saúde das pessoas, das comunidades e do planeta.

Os esforços globais de sustentabilidade da AstraZeneca no pilar de Proteção Ambiental incluem, além de sustentabilidade nos produtos e preservação de recursos, a ambição de carbono zero. A estratégia de sustentabilidade da companhia está focada em fornecer descarbonização profunda de acordo com a meta do Acordo de Paris, limitando o aquecimento planetário a 1,5°C1.

 

“O investimento da AstraZeneca no ARR Corredores de Vida visa ajudar no combate às mudanças climáticas, melhorando a saúde das pessoas, das comunidades e do planeta, que ao nosso ver estão intrinsicamente ligadas. Mais do que Corredores de Vida, estamos contribuindo para Corredores da Saúde”, diz Olavo Côrrea (diretor-geral, AstraZeneca Brasil).

“Sabemos da relação entre aumento do desmatamento e maior probabilidade de novas pandemias – proteger as florestas é extremamente positivo para a saúde de pessoas e comunidades”, completa Côrrea.

 

“O projeto de restauração no Pontal do Paranapanema existe há mais de 20 anos, mas é um processo caro e que depende de investimento contínuo para ser viabilizado e, principalmente, ganhar escala.”, diz Plínio Ribeiro, Conselheiro da Ambipar. “O financiamento via mercado de carbono é hoje a melhor alternativa, pois permite que grandes companhias como a Astrazeneca possam contribuir nesse processo. O investimento será revertido no plantio de 6 mil hectares de floresta na Mata Atlântica até 2025.”

“Sustentado pelo tripé CCB (Clima, Biodiversidade e Comunidade) nosso projeto vai além do impacto ambiental e prevê a geração de aproximadamente 380 empregos indiretos, distribuídos entre empresas da região para realização de operações como preparo de solo, plantio, controle de plantas invasoras e formigas, e 20 empregos diretos com foco na gestão. Estas contratações são fundamentais para o desenvolvimento das comunidades e assentamentos da região.” complementa Ribeiro.

 

“O IPÊ já tem mais de 30 anos de atuação no Pontal do Paranapanema e começamos a implantação de corredores como uma estratégia de conservação da paisagem e de espécies ameaçadas como o mico-leão-preto. Ao longo do processo, vários parceiros foram se reunindo conosco para alavancar essa restauração florestal da Mata Atlântica, inclusive o setor privado. A nova parceria vai contribuir ainda mais com esse projeto e para a conexão da paisagem, em um bioma que é um dos mais desmatados no Brasil”, destaca Eduardo Ditt, diretor executivo do IPÊ.

 

Veja a matéria do SPTV sobre o anúncio da Parceria.

 

 


AstraZeneca
A AstraZeneca é uma empresa biofarmacêutica global, orientada pela ciência, que está focada na descoberta, desenvolvimento e comercialização de medicamentos de prescrição médica em Oncologia, Doenças Raras e Biofarmacêuticos, incluindo Medicina Cardiovascular, Renal e Metabólica, Respiratória e Imunologia. Com sede em Cambridge, Reino Unido, a AstraZeneca opera em mais de 100 países e seus medicamentos inovadores são usados por milhões de pacientes em todo o mundo. Para mais informações, visite: www.astrazeneca.com.br e siga a empresa no Instagram @astrazenecabr.

 

 

Sobre a Ambipar

Ambipar tem como objetivo ser a melhor empresa de Soluções Baseadas na Natureza (NBS) do mundo, gerando valor para o mercado de ativos ambientais, combatendo as mudanças climáticas, protegendo a biodiversidade e promovendo o bem-estar e o desenvolvimento social.

Realizamos projetos que promovem a redução de emissões por meio da conservação florestal e o sequestro de emissões por meio do reflorestamento.

Acreditamos nas Soluções Baseadas na Natureza como mecanismos fundamentais para que a humanidade atinja as metas do Acordo de Paris e supere a crise climática. Até 2030, entre 35% e 50% da redução de emissões precisará vir exclusivamente dessas soluções.

 

Talk to Ambipar:
mkt.decarbon@ambipar.com

 


 

Sobre o IPÊ
Presente nos biomas Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e Cerrado, o Instituto realiza cerca de 30 projetos ao ano, aplicando o Modelo IPÊ de Conservação, que envolve pesquisa científica de espécies, educação ambiental, envolvimento e mobilização comunitária, conservação de habitats e da paisagem e apoio à construção de políticas públicas. Além de projetos locais, o Instituto também implementa trabalhos em diversas regiões, seguindo os temas Áreas Protegidas, Áreas Urbanas e Pesquisa & Desenvolvimento (Capital Natural e Biodiversidade).

O IPÊ é responsável pelo plantio de 6 milhões de árvores na Mata Atlântica, contribui diretamente para a conservação de seis espécies de fauna, realiza educação ambiental e capacitação para 12 mil pessoas por ano, em média. Os projetos beneficiam 200 famílias com ações sustentáveis e conhecimento sobre conservação ambiental.

Para o desenvolvimento dos projetos socioambientais, a organização conta com parceiros de todos os setores e trabalha como articulador em frentes que promovem o engajamento e o fortalecimento mútuo entre organizações socioambientais, iniciativa privada e instituições governamentais. www.ipe.org.br @institutoipe


[1] United Nations Treaty Collection. Paris Agreement. 2015. Available at: https://unfccc.int/sites/default/files/english_paris_agreement.pdf. [Last accessed: June 2023].

 

Conheça o Projeto ARR Corredores de Vida e suas atividades.

Agenda de eventos do time Ambipar em 2023

Confira a agenda de eventos nacionais e internacionais com a participação do time Biofílica Ambipar no primeiro trimestre.

 

 

O ano da descarbonização começou, e a partir em março, a equipe Biofílica Ambipar estará presente nos eventos mais importantes do mercado, apresentando nossos projetos de carbono e contribuindo com a nossa expertise. 

 

Confira os eventos que participaremos: 

 

O maior evento de Certificados de Energia Renovável do país terá como patrocinadora a nossa parceira GoNetZero, plataforma de soluções para descarbonização, onde é possível encontrar créditos de carbono provenientes do nosso Projeto REDD+ RESEX Jacundá.

 


 

 

A IETA (International Emissions Trading Association) é uma associação de organizações que buscam desenvolver o mercado íntegro de carbono. A Biofílica Ambipar é a primeira empresa brasileira membro da associação. O objetivo do webinar é reunir e compartilhar perspectivas do mercado da América Latina.

 


 

 

Esse tradicional evento do mercado de carbono americano, em sua 20ª edição, reúne profissionais de todo o mundo para trocar experiências, colaborar e ampliar o network.

 


 

 

Organizado pela Environmental Finance, um dos mais importantes veículos de comunicação com ênfase em mercados de ativos ambientais, o Natural Capital Investment 2023, discutirá os desafios e oportunidades do mercado de carbono, levando em consideração sua importância e complexidade.

 


 

 

O ECS 2023 reunirá os principais especialistas do setor público e privado de todo o mundo para analisar e discutir o desenvolvimento e desafio atuais do mercado de carbono para avançar nas ações para conter o avanço das mudanças climáticas por meio das políticas net zero.

 


 

Nós, que sempre participamos ativamente dos debates que envolvem o mercado voluntário de carbono, estamos certos que a participação nesses e em próximos eventos enriquecerá nossa experiência e trajetória em uma troca enriquecedora com outras organizações preocupadas com o desenvolvimento sustentável do planeta. 

 

 

🌿 Capacitação Parte 2: Curso de Identificação e Monitoramento Botânico na RESEX Rio Preto-Jacundá

Na prática, os membros da comunidade da RESEX Rio Preto-Jacundá já começaram a utilizar os conhecimentos adquiridos no Curso de Identificação Botânica para monitorar espécies da flora e reduzir o impacto florestal. O curso também reforça a importância da informação para o desenvolvimento comunitário e a redução do desmatamento na área do Projeto REDD+ RESEX Jacundá.

Curso de Identificação Botânica na RESEX Rio Preto-Jacundá

Em nosso último post, contamos sobre o Curso de Identificação Botânica oferecido aos moradores da ASMOREX (Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá), área onde atua o Projeto REDD+ RESEX Jacundá. A atividade foi realizada a partir da necessidade identificada pelos próprios moradores envolvidos no manejo sustentável da região e os conhecimentos adquiridos já começaram a ser aplicados.


“Esse curso é muito importante, principalmente para a comunidade. Nós, que trabalhamos com o manejo e recuperação de áreas degradadas, temos dificuldade com a identificação botânica, principalmente em uma área onde temos tanta diversidade. O valor agregado para mim do curso, como estudante de pós-graduação, é saber identificar espécies para ter dados válidos e concretos que representam a nossa Amazônia Ocidental, que é foco dos meus estudos.”

Ariane Cristina, Engenheira Florestal.

O colaborador do Jardim Botânico de Nova York, Erisson Medeiros, explica que o objetivo do curso era que todos os alunos saíssem dali com os recursos necessários para realizar uma coleta e identificação de uma planta ou, caso não tivessem condições de realizar a identificação correta e com total confiabilidade, contassem com recursos e contatos para obter essa identificação.

“Antes a gente reconhecia as plantas de vista, principalmente pela casca. Hoje já conseguimos identificar pela flor ou pela folha também. Vai fazer diferença para mim porque ano passado comecei a trabalhar com botânica e não conhecia muito. Agora com esse curso estamos pegando conhecimento.”

Ludbre de Oliveira, morador da ASMOREX.


Assista ao vídeo e veja os depoimentos de alguns membros da Associação sobre a ação


O Projeto REDD+ RESEX Jacundá é o primeiro projeto REDD+ desenvolvido em uma unidade de conservação estadual, em Rondônia, e o único em funcionamento com validação e verificação nos padrões VCS e CCB da Verra com esse perfil. Além disso, o projeto é viabilizado por meio de uma parceria entre a Biofílica e a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (ASMOREX).

Desde o início dessa parceria, a ASMOREX pratica, em paralelo às atividades do Projeto REDD+, o manejo florestal de baixo impacto e demonstra como é possível promover o desenvolvimento da comunidade de forma responsável dentro da floresta, por meio de diferentes serviços ambientais.

O projeto tornou-se um modelo para outras comunidades ao demonstrar que a conservação florestal vai além das questões ambientais e fortalece também os pilares social e econômico, consolidando o tripé da sustentabilidade que orienta os projetos REDD+.

Quando os moradores encontram na floresta oportunidades para gerar renda e melhorar sua qualidade de vida, passam a reconhecer ainda mais o valor dos recursos naturais, fortalecendo a conservação e contribuindo para a redução do desmatamento.

A Biofílica agradece aos parceiros que contribuíram para a realização do curso: ASMOREX, Centro de Estudos Rioterra, UNIR (Fundação Universidade Federal de Rondônia) e Jardim Botânico de Nova York.



Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá e descubra como a conservação da floresta gera créditos de carbono e promove o desenvolvimento das comunidades tradicionais da Amazônia.


Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Capacitação: moradores da RESEX Rio Preto-Jacundá têm Curso de Identificação Botânica — Parte 1

Redução de desmatamento, proteção da biodiversidade e acesso à educação são as bases do Projeto REDD+ RESEX Jacundá.
Moradores envolvidos com o manejo florestal sustentável receberam capacitação de coleta e identificação botânica dentro da Reserva. Curso foi incluído no plano de atividades do Projeto REDD+ RESEX Jacundá a partir da necessidade identificada pelos próprios moradores.

Quando a comunidade é constantemente envolvida nas atividades de proteção à floresta e combate ao desmatamento, ela entende sua importância, parte dela o interesse em aprender mais para desempenhar um trabalho cada vez maior.

Viabilizar e incentivar o acesso à educação é uma das bases do Projeto REDD+ RESEX Jacundá e, a partir da necessidade identificada pelos próprios moradores envolvidos no manejo sustentável da região, foi incluído no Plano de Atividades de 2022 o Curso de Identificação Botânica.

Para realizar o curso, a Biofílica Ambipar, ASMOREX da RESEX Jacundá, proponentes do Projeto, uniram forças com o parceiro operacional Centro de Estudos Rioterra, a UNIR (Fundação da Universidade de Rondônia) e o Jardim Botânico de Nova York para ensinar sobre a identificação de árvores a partir de suas folhas, frutos e sementes.

 

“Essa semana estamos com a atividade de Curso de Coleta e Identificação Botânica, onde estamos aprendendo cada parte de uma árvore, folhas, frutos, sementes e está sendo uma atividade muito promissora. A gente tem aprendido bastante.” comenta Denise Viana, presidente da ASMOREX.

 

Em primeiro lugar, o objetivo com o curso é capacitar pessoas para que elas almejem cada vez mais melhorar suas condições de vida e econômicas. Pensando além, essa base de informação é fundamental para que as pessoas que moram e vivem da floresta sejam aliadas no processo de conhecer, coletar e identificar as plantas para que, consequentemente, conduzam o manejo sustentável com o conhecimento técnico necessário.

 

“Sem essa linha de base que é conhecer as plantas, nós não conseguimos manejar ou restaurar uma área. Como restaurar uma área sem saber quais são as plantas que ocorriam naquela área antes de ser degradada? Por isso, temos que capacitar as pessoas que vivem na floresta, que estão na floresta constantemente, para que se tornem nossos aliados no processo de conhecer, coletar e identificar as plantas.” diz Flávio Obermuller, Biólogo do Jardim Botânico de Nova York.

 

A área do projeto possui extrema importância para a permanência dos ambientes naturais dentro e fora de seus limites. Em nossa visão, a capacitação da comunidade contribui para dois importantes propósitos do projeto:

  1. Promover a redução do desmatamento e conservação da floresta em pé e proteção da biodiversidade, garantindo a manutenção de serviços ecossistêmicos e preservando os modos de vida tradicionais dos moradores da RESEX.
  2. Acesso à educação de qualidade que possibilitam melhores condições de emprego e diversificação de renda.

 

Essas atividades contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (4 e 15) e colaboram para a manutenção do Selo Ouro para Comunidade (CCBS), já conquistado pelo Projeto REDD+ RESEX Jacundá.

 

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Assista ao vídeo e veja os depoimentos de alguns membros da Associação sobre a ação:

 

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Quer saber mais sobre o projeto e como sua empresa pode ajudar a dar continuidade a esse trabalho
enquanto compensa suas emissões de carbono?

 

Projeto REDD+ RESEX Jacundá: comunidade recebe visita de pediatra.

Em trabalho inédito, a médica atendeu crianças de 0 a 5 anos. A necessidade foi identificada pelos líderes da Associação e prevista no planejamento anual do projeto, reforçando a preocupação com o bem-estar e a qualidade de vida da comunidade.

Projeto REDD+ RESEX Jacundá: comunidade recebe visita de pediatra

Foi tema de destaque na COP27, mas o financiamento de iniciativas voltadas às comunidades vulneráveis como estratégia para combater o desmatamento já faz parte da realidade do Projeto REDD+ RESEX Jacundá.

Um dos pilares que sustentam o sucesso desse projeto de conservação florestal é o investimento contínuo no bem-estar e na qualidade de vida da população da Reserva Extrativista (RESEX) Rio Preto-Jacundá, onde o acesso a serviços públicos básicos ainda é limitado.

Atuando na Reserva desde 2012, o projeto busca fortalecer a cultura extrativista e o associativismo, reduzindo o êxodo das famílias da floresta. Entre as iniciativas desenvolvidas está o Plano de Vida, que reúne ações voltadas ao desenvolvimento social, econômico e pessoal da comunidade.

A partir das demandas apresentadas pelos líderes da ASMOREX (Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá), foi identificada a necessidade de oferecer atendimento pediátrico às crianças da comunidade. A ação foi incorporada ao planejamento anual de 2022 e concretizada com a visita da Dra. Helena, responsável pelo atendimento de crianças de 0 a 5 anos.


“É um trabalho inédito aqui na RESEX. Colocamos em nosso planejamento anual, e hoje estamos contando com a presença da Dra. Helena atendendo as crianças da comunidade.”

José Pinheiro Borges, presidente da ASMOREX.

O atendimento marcou o início de um acompanhamento mais próximo do desenvolvimento infantil na comunidade. Durante as consultas, foram avaliados aspectos como crescimento, desenvolvimento e possíveis sinais precoces de enfermidades, permitindo que, quando necessário, as crianças sejam encaminhadas para centros especializados.

A iniciativa amplia o acesso à saúde preventiva e representa mais um investimento em qualidade de vida para as famílias da Reserva, fortalecendo o compromisso do Projeto REDD+ RESEX Jacundá com o desenvolvimento sustentável das comunidades tradicionais.


Assista ao vídeo e veja os depoimentos de alguns membros da Associação sobre a ação


Essa foi mais uma das iniciativas que demonstram como o Projeto REDD+ RESEX Jacundá transforma recursos provenientes do mercado de carbono em benefícios concretos para as comunidades tradicionais, conciliando desenvolvimento social, qualidade de vida e conservação das florestas.



Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá e descubra como sua empresa pode apoiar a conservação da Amazônia enquanto contribui para o desenvolvimento das comunidades tradicionais.


Conheça o Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Projeto REDD+ RESEX Jacundá concluiu 2ª verificação de créditos de carbono

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O Projeto REDD+ RESEX Jacundá concluiu a verificação VCS e CCBS referente ao período 2015–2020 e gerou mais de 151 mil créditos de carbono premium com certificação Ouro para Comunidade e Biodiversidade.

Projeto REDD+ RESEX Jacundá

Para reduzir os impactos sociais e ambientais nos municípios de Machadinho d’Oeste e Cujubim, em Rondônia, o Projeto REDD+ RESEX Jacundá tem como foco o fortalecimento das comunidades locais, a conservação da floresta e o monitoramento contínuo da biodiversidade.

O trabalho desenvolvido junto à comunidade sempre foi um dos grandes diferenciais da iniciativa. Construído em parceria com a ASMOREX – Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá, o projeto conquistou reconhecimento internacional por seus benefícios sociais e ambientais, recebendo o selo Climate, Community & Biodiversity Standards (CCBS).


Resultados gerados ao longo de 10 anos de atuação

Educação e capacitação comunitária

Ao longo de uma década de implementação, o projeto contribuiu para a geração de benefícios concretos para a comunidade da Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá.

  • Incentivo à educação por meio da realização de cursos técnicos e profissionalizantes voltados à gestão financeira, administração e organização social;
  • Implantação de um centro educacional para jovens e adultos, ampliando o acesso à capacitação profissional, geração de renda e novas oportunidades de trabalho.

Infraestrutura comunitária

  • Melhoria da infraestrutura local por meio da construção e implementação do centro educacional, centro comunitário e ambulatório;
  • Ampliação do acesso à tecnologia e à informação através da aquisição de equipamentos de informática e da instalação de infraestrutura para acesso à internet.

Participação comunitária

Todas as atividades promovidas pelo projeto são abertas à participação dos moradores da Reserva, com atenção especial ao engajamento de mulheres e jovens, fortalecendo a inclusão social e a construção coletiva das decisões.


Certificação internacional e geração de créditos de carbono

O sucesso dessa parceria foi reconhecido durante a segunda verificação do projeto nos padrões Verified Carbon Standard (VCS) e Climate, Community & Biodiversity Standards (CCBS), conduzida pela Verra para o período de monitoramento entre 2015 e 2020.

Como resultado desse processo, o Projeto REDD+ RESEX Jacundá gerou mais de 151 mil créditos de carbono premium, certificados com o selo CCBS Gold Level para os critérios de Comunidade e Biodiversidade.

Essa certificação reconhece iniciativas que, além de contribuírem para a mitigação das mudanças climáticas, promovem impactos positivos mensuráveis para as comunidades locais e para a conservação da biodiversidade.

Os créditos de carbono gerados pelo projeto encontram-se disponíveis para comercialização e podem ser utilizados por empresas e organizações que desejam compensar suas emissões de gases de efeito estufa com segurança, rastreabilidade e benefícios socioambientais comprovados.


Certificações VCS e CCBS

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Conhecer para saber cuidar: a importância da Xiloteca do Grupo Jari

Conheça mais sobre uma das maiores xilotecas do mundo – a parte do Museu do Jari que reúne espécies arbóreas localizadas e catalogadas da região.

 

Você sabe qual a importância de registrar e catalogar espécies? 

Muito mais que saber a quantidade de espécies que pertencem àquele ecossistema, o conhecimento possibilita que sejam identificadas as necessidades daquela área, além de quais espécies estão em extinção para tentar salvá-las.

Pensando nisso, em 1968, Nilo Thomas da Silva criou a Xiloteca do Jari, parte do Museu Jari, com o objetivo de preservar e aumentar o conhecimento sobre o patrimônio da Floresta Amazônica. Desde o início, a iniciativa contou também com o apoio dos técnicos do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Embrapa Amazônia Oriental (projeto Dendrogene).

Quando o Programa REDD+ Vale do Jari chegou na região, em 2014, o levantamento apontou a existência de 620 amostras de madeira, um herbário com 3.513 amostras botânicas e uma coleção de insetos com 2.322 amostras, o que faz a Xiloteca do Jari ser uma das maiores do mundo.  

Desde então, o Grupo Jari vem prestando uma grande contribuição para o conhecimento científico da biodiversidade da região, gerando oportunidades de consolidação de trabalhos que reúnam todas as informações disponíveis sobre a biodiversidade e disponibilizá-los para a sociedade. 

 

Manutenção da Xiloteca

Um dos papéis do projeto é apoiar a manutenção da Xiloteca do Grupo Jari ao longo do tempo. Isso é feito estimulando e promovendo a conscientização da importância dessas coleções para preservação da floresta e suas espécies.  

Desde o início do projeto foram realizadas visitas de moradores locais, turistas, escolas da região, universidades e institutos de pesquisa, mostrando que a Xiloteca vem cumprindo seu objetivo inicial de preservar e aumentar o conhecimento sobre o patrimônio da Floresta Amazônica, tanto para fins científicos quanto para educação ambiental. 

Na prática, o trabalho também vem sendo contínuo, com o registro e contagem anual de novas amostras incluídas na coleção. O último monitoramento realizado mostrou que de 2014 a 2020 houve aumento do número de amostras, fruto do recebimento de um inventário de Itapeva, no interior de São Paulo, em 2018.

Não vamos parar por aqui. Em busca de mais ações que contribuam para a manutenção da Xiloteca, desde o final de 2021 a Fundação Jari vem caminhando com um acordo de parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP), com o objetivo de aprimorar ainda mais o acervo. 

A parceria possibilitará também a realização de capacitações de instituições públicas e privadas, moradores das comunidades da região e de projetos de pesquisas de extensão junto ao Instituto.

Dentre as principais ações, teremos: 

– A reabertura do museu para visitação da sociedade em geral; 

– Digitalizar, criar, indexar o herbário, xiloteca e insetário Jari, com intuito de divulgar o museu para toda comunidade em geral, via online; 

– Envolver os alunos e comunidade em geral nas atividades de reconhecimento, identificação, coleta e depósito de material botânico no herbário Jari das espécies florestais da região. 

O apoio a Xiloteca é uma das ações do Programa REDD+ Vale do Jari, que tem como objetivo evitar o desmatamento e minimizar impactos socioambientais, promovendo benefícios para o clima, biodiversidade e comunidades da região do município de Almeirim. Em 30 anos, serão 61.550 hectares de desmatamento evitados.

 


 

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