Inventário de GEE: obrigações em São Paulo e no Rio Grande do Sul

Inventário de GEE: a regulação climática já faz parte da agenda das empresas

A agenda de carbono entrou em uma nova fase no Brasil. Durante muitos anos, inventários de gases de efeito estufa (GEE), metas climáticas e planos de descarbonização foram tratados principalmente como compromissos voluntários, associados à sustentabilidade, à reputação corporativa e às demandas de investidores. Esse cenário está mudando.

Biofílica | Inventário de GEE: obrigações em São Paulo e no Rio Grande do Sul

Com o avanço das exigências regulatórias relacionadas às emissões de GEE e a incorporação do tema climático às políticas ambientais estaduais, empresas de setores e atividades enquadradas na regulamentação passam a ter uma nova responsabilidade: medir, organizar, reportar e gerir suas emissões com consistência técnica.

Nesse contexto, o inventário de GEE deixa de ser apenas uma ferramenta de comunicação ESG. Ele passa a fazer parte da gestão ambiental, do compliance e da tomada de decisão empresarial.


Por que iniciar a jornada de carbono agora?

A jornada de descarbonização começa pela mensuração.

Sem um inventário de emissões, a empresa não consegue identificar com precisão suas principais fontes de GEE. Sem esse diagnóstico, torna-se mais difícil estabelecer metas, identificar oportunidades de redução, avaliar riscos regulatórios e estruturar um plano de descarbonização.

O inventário é o ponto de partida. A partir dele, a empresa pode avançar para uma agenda mais estratégica, que envolva eficiência energética, substituição de combustíveis, mudanças operacionais, logística de menor emissão, gestão de fornecedores, aquisição de energia renovável, eletrificação e outras iniciativas de redução.

Em uma etapa posterior, também podem ser avaliadas estratégias para compensação de emissões residuais por meio de créditos de carbono, sempre considerando critérios técnicos, rastreabilidade e integridade.

Mas a primeira pergunta é objetiva:

Sua empresa está entre os empreendimentos que precisam entregar um inventário de GEE ao órgão ambiental?


São Paulo: inventário anual de GEE para empreendimentos enquadrados pela CETESB

SP: inventário anual de GEE para empreendimentos enquadrados pela CETESB

No Estado de São Paulo, a Decisão de Diretoria CETESB nº 083/2024/A estabelece critérios para a elaboração e o envio do inventário de emissões de gases de efeito estufa por empreendimentos enquadrados na regulamentação.

O envio deve ser realizado anualmente, até 31 de outubro, considerando as emissões de janeiro a dezembro do ano anterior. Em 2026, por exemplo, o inventário corresponde às emissões do ano-base 2025. A própria CETESB informa que a memória de cálculo deve ser encaminhada juntamente com as informações exigidas pela regulamentação.

A obrigação contempla empreendimentos que desenvolvem atividades como produção de alumínio, cimento, coqueria, sinterização, ferro-gusa ou aço, fundições, vidro, petroquímica, refinarias, produção de amônia, ácido adípico, negro de fumo, etileno, carbeto de silício, carbeto de cálcio, soda cáustica, metanol, dicloroetano, cloreto de vinila, óxido de etileno, acrilonitrila, ácido fosfórico e ácido nítrico.

Também estão contempladas termelétricas movidas a combustíveis fósseis, determinadas instalações de papel e celulose com utilização de fornos de cal, produção de cal, aeroportos com movimentação anual igual ou superior a 5 milhões de passageiros e aterros sanitários com recebimento médio anual igual ou superior a 400 toneladas por dia.

Além das atividades especificamente listadas, a regulamentação alcança outras instalações que apresentem emissões de Escopo 1 superiores a 20.000 toneladas de CO₂ equivalente por ano.

O inventário deve contemplar os gases de efeito estufa previstos na regulamentação e seguir metodologias reconhecidas. A norma também prevê a possibilidade de reporte voluntário de informações adicionais relacionadas a ações de mitigação, remoção e compensação de emissões, entre outros dados, observados os critérios técnicos aplicáveis.


Rio Grande do Sul: nova obrigação de inventário de GEE para empreendimentos licenciados pela FEPAM

RS - Nova obrigação de inventário de GEE para empreendimentos licenciados pela FEPAM

No Rio Grande do Sul, a Portaria FEPAM nº 592/2026 instituiu a obrigatoriedade de entrega do inventário de emissões de gases de efeito estufa para determinados empreendimentos em operação licenciados pela FEPAM, de acordo com as atividades e portes previstos na regulamentação.

O prazo anual de entrega é 31 de outubro, considerando o período de janeiro a dezembro do ano anterior. O primeiro ciclo obrigatório ocorre em 2026 e corresponde ao ano-base 2025.

A norma contempla atividades como fabricação de cimento, fabricação de aço e produtos siderúrgicos, produção de fundidos, fabricação de produtos derivados do processamento de petróleo, refinarias, produção de gases industriais, produção de substâncias químicas, fabricação de produtos químicos, fertilizantes e agroquímicos, geração termelétrica a partir de fontes fósseis ou gás natural, fabricação de celulose, aeroportos e heliportos, aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos, incineração de resíduos de serviços de saúde e atividades de lavra de carvão, turfa e combustíveis minerais, conforme os critérios e portes estabelecidos na própria regulamentação.

Para os empreendimentos abrangidos, devem ser reportadas as emissões de Escopo 1 e Escopo 2, enquanto o Escopo 3 possui caráter voluntário. O inventário deve ser elaborado individualmente para cada empreendimento licenciado pela FEPAM.

Outro ponto importante é que as emissões devem ser reportadas em sua forma bruta, sem abatimento por remoções, aquisição de créditos de carbono ou mecanismos semelhantes. Eventuais informações sobre compensação podem ser apresentadas adicionalmente, mas não substituem a obrigação de mensurar e reportar as emissões do empreendimento.


O inventário de GEE é uma obrigação, mas também uma oportunidade

Biofílica | Inventário de GEE - Transforme obrigação regulatória em estratégia de descarbonização

Atender à exigência regulatória é o primeiro passo.
O valor estratégico está em transformar os dados do inventário em informação para a gestão.

Um inventário de GEE bem estruturado permite responder a perguntas importantes:

  • Quais processos e fontes mais emitem?
  • Quais fontes apresentam maior potencial de redução?
  • Quais são os custos e oportunidades associados à redução de emissões?
  • Quais emissões estão relacionadas à operação direta e quais dependem da cadeia de valor?
  • A empresa está exposta a novas exigências relacionadas ao carbono?
  • Existem oportunidades de redução por meio de energia renovável, eficiência energética, biogás, biometano, eletrificação, substituição de combustíveis ou revisão logística?
  • Em quais situações a compensação de emissões residuais pode fazer sentido?
  • Quais critérios devem ser considerados na seleção de créditos de carbono?

Por isso, a jornada de descarbonização não deve começar pela compensação.

Ela começa pela mensuração, passa pela redução e, somente depois, avalia estratégias para compensar emissões residuais.

Essa abordagem permite que o inventário deixe de ser apenas uma obrigação de reporte e passe a apoiar decisões relacionadas à eficiência operacional, gestão de riscos e estratégia climática.


Como a Biofílica apoia sua empresa?

A Biofílica apoia empresas na estruturação da jornada de carbono, desde a avaliação do enquadramento regulatório até a elaboração do inventário de emissões e a construção de planos de descarbonização.

O trabalho pode incluir:

  • diagnóstico de aplicabilidade regulatória em São Paulo e no Rio Grande do Sul;
  • levantamento de dados operacionais e definição dos limites organizacionais e operacionais;
  • elaboração do inventário de emissões de GEE conforme metodologias reconhecidas;
  • estruturação da memória de cálculo e da documentação técnica;
  • apoio ao envio do inventário ao órgão ambiental competente;
  • identificação das principais fontes de emissão;
  • recomendações de redução e eficiência;
  • construção de planos de descarbonização;
  • avaliação de oportunidades relacionadas a energia renovável, biogás, biometano, eletrificação e substituição de combustíveis;
  • avaliação de estratégias de compensação para emissões residuais, considerando critérios de integridade, rastreabilidade e adicionalidade.

A partir dos dados do inventário, a empresa passa a ter uma base mais consistente para definir prioridades e estruturar sua estratégia climática.


Sua operação está entre as obrigadas ao inventário de GEE?

Se sua empresa possui operações em São Paulo ou no Rio Grande do Sul, atua em uma das atividades contempladas pelas regulamentações estaduais ou possui empreendimento sujeito aos critérios estabelecidos pelos órgãos ambientais, este é o momento de avaliar o enquadramento.

O prazo regulatório é anual. A preparação dos dados, não.

Antecipar a organização das informações permite estruturar o inventário com maior qualidade, reduzir retrabalho e transformar uma obrigação ambiental em uma oportunidade para melhorar a gestão das emissões e avançar na estratégia de baixo carbono.

Quer saber se sua empresa está sujeita às exigências de inventário de GEE?

A Biofílica pode apoiar sua empresa na avaliação do enquadramento regulatório e na estruturação de toda a jornada, do inventário à descarbonização.



Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

 

REDD+ Manoa: 1º da América Latina com VCS, CCB e SD VISta

Projeto REDD+ Manoa emite mais de 2 milhões de novos créditos de carbono e torna-se o primeiro da América Latina certificado pelos padrões VCS, CCB e SD VISta

A aprovação das safras de 2023 e 2024 garante a emissão de mais de 2 milhões de novos créditos de carbono ao Projeto REDD+ Manoa, que passa oficialmente a ser o primeiro da América Latina certificado simultaneamente pelos padrões VCS, CCB e SD VISta.

Projeto REDD+ Manoa - 1º da América Latina com VCS, CCB e SD VISta

O Projeto REDD+ Manoa (Verra ID 1571) acaba de alcançar um marco inédito para o mercado voluntário de carbono. Nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, o projeto tornou-se oficialmente o primeiro da América Latina certificado simultaneamente pelos padrões VCS (Verified Carbon Standard), CCB (Climate, Community & Biodiversity Standards) e SD VISta (Sustainable Development Verified Impact Standard).

A conquista é acompanhada pela aprovação das safras de 2023 e 2024, que resultaram na emissão de mais de 2 milhões de novos créditos de carbono certificados, consolidando o Projeto REDD+ Manoa entre as principais referências globais em integridade climática, conservação da biodiversidade e geração de impactos socioambientais positivos.

Desenvolvido pela Biofílica em parceria com a Manoa Florestal, o projeto amplia agora sua relevância internacional ao demonstrar, por meio de auditorias independentes, que é possível aliar geração de créditos de carbono de alta integridade à proteção da Amazônia, ao fortalecimento das comunidades locais e à promoção do desenvolvimento sustentável.


Um marco para o mercado voluntário de carbono

A certificação SD VISta reconhece projetos que demonstram, por meio de critérios rigorosos e auditorias independentes, contribuições mensuráveis para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

O Projeto REDD+ Manoa foi o primeiro projeto do Brasil a atender aos requisitos desse padrão, comprovando contribuições verificadas para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Agora, ao combinar essa certificação com os padrões VCS e CCB, torna-se também o primeiro projeto da América Latina a reunir os três principais referenciais internacionais para geração de créditos de carbono com alta integridade climática, ambiental e social.

Mais do que reconhecer a redução de emissões de gases de efeito estufa, a certificação SD VISta evidencia que o projeto gera benefícios concretos para as pessoas, para a biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável da região onde atua.

Projeto REDD+ Manoa certificado pelos padrões VCS, CCB e SD VISta

Ao integrar três dos mais reconhecidos padrões internacionais de certificação, o Projeto REDD+ Manoa fortalece sua posição como uma referência em soluções baseadas na natureza, oferecendo ao mercado créditos de carbono associados não apenas à mitigação das mudanças climáticas, mas também à conservação da biodiversidade e à geração de benefícios sociais mensuráveis.


Contribuições verificadas para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A certificação SD VISta reconheceu contribuições verificadas do Projeto REDD+ Manoa para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reforçando que seus impactos vão além da conservação florestal e da mitigação das mudanças climáticas.

Projeto REDD+ Manoa - 1º da América Latina com VCS, CCB e SD VISta


ODS 4 – Educação de Qualidade

O Projeto REDD+ Manoa amplia o acesso ao conhecimento por meio de palestras, treinamentos em técnicas de manejo florestal de baixo impacto e ações de educação ambiental.

Em parceria com a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), apoia pesquisas científicas com suporte logístico, fortalecendo a produção de conhecimento sobre a Amazônia.

Além disso, com recursos do projeto, foi iniciada a construção da Creche Manoa, ampliando o acesso à educação infantil de qualidade e contribuindo diretamente para o desenvolvimento das crianças do município de Cujubim.


ODS 6 – Água Potável e Saneamento

As atividades de manejo florestal protegem integralmente as Áreas de Preservação Permanente (APPs), evitando intervenções e garantindo a conservação de aproximadamente 5.119 hectares, contribuindo para a manutenção dos recursos hídricos e dos serviços ecossistêmicos.


ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico

O projeto promove a geração de empregos formais e de qualidade, priorizando mão de obra local do município de Cujubim e região, sempre em conformidade com a legislação trabalhista e as normas de saúde e segurança.


ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis

O manejo florestal sustentável fortalece cadeias produtivas responsáveis, apoiando 26 indústrias locais e promovendo o uso de matéria-prima de origem sustentável.

As certificações FSC® e PFSC reforçam a rastreabilidade da produção e o compromisso com a responsabilidade ambiental.


ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima

A conservação da floresta amazônica permite ao projeto contribuir diretamente para a mitigação das mudanças climáticas, com expectativa de evitar a emissão de aproximadamente 6.374.227 toneladas de CO₂ equivalente ao final do segundo período de linha de base (2023–2028).

Nesse período, estima-se a redução do desmatamento em cerca de 16.206 hectares, evitando, em média, 1.062.371 tCO₂e por ano, contribuindo significativamente para a preservação do clima regional e para o cumprimento das metas climáticas globais.


ODS 15 – Vida Terrestre

O projeto conserva mais de 72 mil hectares de floresta amazônica, protege Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs) e mantém monitoramento contínuo da fauna e da flora.

Os estudos realizados já registraram mais de 410 espécies, incluindo espécies ameaçadas de extinção, reforçando a importância da área para a conservação da biodiversidade amazônica.


ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação

O Projeto REDD+ Manoa fortalece parcerias com universidades, órgãos públicos e instituições locais, promovendo pesquisas científicas, capacitações, educação ambiental e iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional.

Ao integrar impactos climáticos, sociais e ambientais verificados, o projeto reforça o papel das Soluções Baseadas na Natureza como ferramentas essenciais para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.


Uma trajetória construída com consistência

A conquista de 2026 é resultado de mais de uma década de trabalho contínuo, pautado pelo rigor técnico, pela transparência e pela consistência na entrega de resultados.

Com a aprovação das safras de 2023 e 2024, o Projeto REDD+ Manoa passa a disponibilizar ao mercado mais de 2 milhões de novos créditos de carbono certificados, ampliando sua contribuição para empresas comprometidas com estratégias climáticas de alta integridade.

Essa nova emissão se soma a uma trajetória sólida construída ao longo dos anos:

  • Dez safras consecutivas creditadas (2013–2022), sem interrupções;
  • Certificações VCS, CCB, SD VISta e manejo florestal certificado FSC® e PFSC, auditadas por organismos independentes;
  • Mais de 90 documentos públicos disponíveis no Verra Registry, garantindo total transparência;
  • Contribuições verificadas para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável;
  • Período de crédito vigente até 2052.

Esses elementos consolidam o Projeto REDD+ Manoa como uma das iniciativas mais robustas e transparentes do mercado voluntário de carbono na América Latina.


Um refúgio para a biodiversidade amazônica

Localizado em Rondônia, o Projeto REDD+ Manoa protege mais de 72 mil hectares de floresta amazônica, desempenhando papel estratégico na formação de corredores ecológicos conectados às Unidades de Conservação da região.

Em um contexto de forte pressão causada pelo avanço do desmatamento e da expansão agropecuária, a área do projeto se destaca por manter sua cobertura florestal praticamente intacta ao longo dos anos, contribuindo para a conservação da Amazônia e para a estabilidade climática regional.

Essa conservação contínua transformou a região em um importante refúgio para a biodiversidade amazônica. Estudos de campo já registraram mais de 410 espécies da fauna, incluindo espécies ameaçadas de extinção, além de diversos Atributos de Alto Valor de Conservação (AAVCs) e ecossistemas raros essenciais para o equilíbrio ambiental.

Além dos benefícios ambientais, o projeto também gera impactos positivos para o município de Cujubim, promovendo empregos, fortalecendo a economia local e incentivando cadeias produtivas sustentáveis.

Projeto REDD+ Manoa protege mais de 72 mil hectares da Amazônia


Uma conquista construída por muitas pessoas

A certificação SD VISta e a aprovação das safras de 2023 e 2024 refletem um intenso trabalho técnico conduzido ao longo de meses por diferentes equipes da Biofílica.

O processo envolveu revisões documentais extensas, análises técnicas detalhadas, auditorias independentes e alinhamentos contínuos para assegurar conformidade com os mais elevados padrões internacionais de qualidade, transparência e integridade.

Cada etapa exigiu precisão, colaboração e comprometimento com a excelência técnica. O resultado alcançado é reflexo direto da dedicação de profissionais que atuam diariamente no desenvolvimento de Soluções Baseadas na Natureza capazes de gerar impactos climáticos, ambientais e sociais reais, mensuráveis e verificáveis.


Um novo capítulo para o Projeto REDD+ Manoa

Ao se tornar o primeiro projeto da América Latina certificado simultaneamente pelos padrões VCS, CCB e SD VISta, o Projeto REDD+ Manoa estabelece um novo patamar para iniciativas REDD+ de alta integridade na região.

Mais do que um marco técnico, essa conquista demonstra que conservação florestal, geração de créditos de carbono, proteção da biodiversidade e desenvolvimento sustentável podem caminhar juntos com transparência, rigor científico e resultados comprovados por auditorias independentes.

Para a Biofílica, esse resultado reafirma sua missão de desenvolver Soluções Baseadas na Natureza que unem ciência, inovação, tecnologia e excelência técnica para gerar valor para o clima, a biodiversidade e as pessoas.

Hoje celebramos não apenas a emissão de mais de 2 milhões de novos créditos de carbono certificados ou uma certificação inédita na América Latina, mas a consolidação de um projeto que demonstra, na prática, que manter a floresta em pé é uma das estratégias mais eficazes para enfrentar a crise climática e promover o desenvolvimento sustentável.


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.

Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026

Biofílica apresenta soluções de geotecnologia e inteligência territorial no Natural Resources & ESG Summit 2026

Tecnologias geoespaciais, monitoramento inteligente e sistemas proprietários foram destaque na participação da Biofílica no evento promovido pela Imagem Geosistemas, distribuidora oficial da Esri no Brasil.

Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026

A transformação digital tem redefinido a forma como empresas monitoram territórios, gerenciam ativos ambientais e conduzem projetos voltados à sustentabilidade. Nesse cenário, a integração entre GIS (Geographic Information System), inteligência territorial e análise de dados geoespaciais tornou-se um dos principais diferenciais para organizações que atuam com recursos naturais e Soluções Baseadas na Natureza (Nature-based Solutions – NbS).

Foi com esse olhar que a Biofílica participou do Natural Resources & ESG Summit 2026, realizado no Rio de Janeiro. Promovido pela Imagem Geosistemas, distribuidora oficial da Esri no Brasil, o encontro reuniu especialistas para compartilhar experiências sobre a aplicação de tecnologias geoespaciais, inteligência artificial e análise territorial em projetos ambientais, operações e estratégias ESG.

Representando a Biofílica, Nayra Nicolau, Quality and Intelligence Coordinator in NbS Projects, e Felipe Negrelli, Tech Lead | Especialista em GIS, apresentaram como a empresa utiliza inteligência territorial para impulsionar projetos de carbono, otimizar processos e desenvolver soluções tecnológicas próprias para gestão ambiental.


Inteligência territorial aplicada aos projetos de carbono

Durante sua apresentação, Nayra Nicolau destacou como a Biofílica integra tecnologias geoespaciais aos seus projetos de carbono baseados na natureza, fortalecendo atividades de planejamento, monitoramento, rastreabilidade e análise territorial.

O uso de dados geográficos permite acompanhar continuamente áreas monitoradas, identificar riscos ambientais e apoiar decisões com maior precisão, contribuindo para a integridade e a eficiência dos projetos de carbono.

Entre os destaques esteve o Sistema de Alertas e Focos de Calor, solução desenvolvida pela Biofílica para monitorar ameaças em áreas de projeto.

A plataforma utiliza informações geoespaciais para detectar focos de calor e outros eventos que possam representar riscos às áreas monitoradas. A partir dessas análises, o sistema envia alertas automáticos por e-mail e WhatsApp aos parceiros envolvidos, permitindo respostas rápidas e contribuindo para a proteção dos territórios.

Essa integração entre tecnologia, monitoramento contínuo e comunicação automatizada amplia a capacidade de gestão dos projetos e reforça a segurança das áreas conservadas.

Tecnologias GEO utilizadas pela Biofílica


Sistemas próprios para uma gestão ambiental mais inteligente

Na sequência, Felipe Negrelli apresentou soluções tecnológicas desenvolvidas internamente pela Biofílica para apoiar operações que dependem da organização e interpretação de informações territoriais.

Entre elas está o SGA (Sistema de Gestão Ambiental), plataforma criada para integrar informações ambientais, otimizar processos e facilitar a gestão de dados ao longo das diferentes etapas dos projetos.

Também foi apresentado o SIGT, sistema voltado à gestão territorial e ao controle de propriedades rurais, com aplicações em projetos ambientais e em operações dos setores de energia, infraestrutura e petróleo e gás.

As plataformas demonstram como o desenvolvimento de soluções próprias permite integrar dados geográficos, informações ambientais e processos operacionais em um único ambiente, tornando a gestão mais eficiente, segura e orientada por dados.

Sistemas desenvolvidos pela Biofílica


Tecnologia e inovação para acelerar a descarbonização

A participação da Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026 reforça como a geotecnologia e a inteligência territorial vêm ampliando a capacidade das organizações de monitorar áreas, antecipar riscos e tomar decisões estratégicas para a conservação ambiental e o mercado de carbono.

Ao investir continuamente em inovação, desenvolvimento de sistemas próprios e tecnologias geoespaciais, a Biofílica fortalece sua atuação na criação de soluções que conectam território, dados e sustentabilidade, contribuindo para uma gestão ambiental mais eficiente, transparente e preparada para os desafios da transição climática.

Tecnologias GEO utilizadas pela Biofílica


Sobre a Biofílica

Fundada em 2008, a Biofílica desenvolve Soluções Baseadas na Natureza para apoiar empresas em suas jornadas de descarbonização. A empresa atua com projetos de carbono, restauração florestal, inventários de emissões de gases de efeito estufa e estratégias de redução e compensação, integrando ciência, tecnologia, inteligência territorial e sistemas próprios para gerar impacto positivo para o clima, a biodiversidade e a sociedade.


Confira os principais momentos da participação da Biofílica no Natural Resources & ESG Summit 2026, promovido pela Imagem Geosistemas, distribuidora oficial da Esri no Brasil.